Juventude em Risco 1995
Pesquisa lançada em 1995 apresentou dados, resultados e comentários sobre o panorama da juventude sorocabana da época.
Pesquisas sociais, com o passar dos anos, ganham um interessante aspecto: tornam-se retratos de uma era. Em parceria com a Secretaria Municipal da Criança e do Adolescente de Sorocaba (SEMEAR), o IPESO divulgou em 1995 – portanto exatos 30 anos atrás – a pesquisa “Juventude em Risco”.
Este amplo estudo teve como objetivo compreender as condições de vida, interesses e desafios enfrentados pelos adolescentes de Sorocaba daquele tempo, fornecendo subsídios para a formulação de políticas públicas direcionadas a essa faixa etária.
A pesquisa revelou dados significativos sobre o cotidiano e os desafios enfrentados pelos adolescentes sorocabanos na época, entre temáticas como interesses pessoais, comportamentos de risco, presença e qualidade da educação, relações familiares, entre outros temas, detalhados neste site em posts divididos por temáticas.
As informações coletadas foram complementadas por gráficos ilustrativos e os resultados foram comentados diversas autoridades locais, incluindo políticos, profissionais da saúde, professores universitários e especialistas em juventude.
Essas análises proporcionaram uma compreensão aprofundada das necessidades e riscos aos quais os jovens estavam expostos, servindo como base para o desenvolvimento de estratégias de intervenção e apoio.
A pesquisa “Juventude em Risco” desempenhou um papel relevante na identificação de áreas críticas que exigiam atenção das autoridades e da sociedade civil. Tornou-se um retrato fidedigno daquela juventude sorocabana da década de 1990.
Boa leitura.
Confira os resultados da Pesquisa
Apresentação
Para atender às necessidades das crianças e dos adolescentes de Sorocaba, prioridade do Governo Municipal, é preciso conhecer a real situação, seus problemas e aspirações. Este conhecimento permite planejar e implantar os programas mais adequados.
O trabalho de pesquisa realizado pelo IPESO em parceria com o SEMEAR se insere neste contexto: um levantamento sério dos principais anseios e preocupações que afetam nossa população adolescente, justamente aqueles que em poucos anos estarão com responsabilidade de dirigir nossa cidade.
É cada vez mais importante o papel dos Institutos de Pesquisa na formulação de propostas de ação governamental, pois uma pesquisa bem elaborada fornece valiosas informações para o dirigente público. Como é o presente trabalho do IPESO, contribuição inestimável à tarefa da Prefeitura Municipal, através de suas diversas Secretarias, de oferecer respostas relevantes aos problemas relevantes aos problemas que afetam a nossa juventude.
PAULO FRANCISCO MENDES
Prefeito Municipal (1993-1996)
Conhecendo o jovem para poder ajudá-lo
O conhecimento das condições vividas pelos adolescentes de Sorocaba e suas opiniões a respeito de assuntos tão diversos e importantes como “sexo”, “família”, “futuro”, “drogas”, “bebidas” etc. é imprescindível para que a ação governamental seja eficiente e adequada às necessidades da população de nossa cidade.
Por outro lado, o poder público tem se beneficiado das excelentes parcerias com diversas empresas de Sorocaba, que imbuídas de alto espírito público, têm se lançado em projetos de apoio comunitário, do qual este documento é um magnífico exemplo.
A seriedade, dedicação e entusiasmo com que o IPESO se engajou na ideia-projeto de uma ampla pesquisa de opinião e situação dos nossos adolescentes, planejando, orientando e aplicando o questionário em mais de 500 domicílios, diligentemente separados por região, classe social e faixa etária dos pesquisados, deixou-nos na SEMEAR, gratos e recompensados.
É preciso registrar também o apoio recebido pela UNISO, através de estagiários que ajudaram no trabalho de campo da pesquisa.
Com o orgulho e a seriedade que os dados apresentados nos impõem, passamos às mãos de todos os sinceramente interessados nos destinos de nossa juventude, este Relatório de Divulgação dos Resultados da Pesquisa por Amostragem Domiciliar.
Outros trabalhos advirão, certamente, deste primeiro. Que as propostas e reflexões aqui apresentadas por diversas autoridades profundamente conhecedoras dos assuntos abordados proliferem e produzam um atendimento mais adequado das necessidades e aspirações dos jovens retratados pela pesquisa
RUBENS PIRES DE LIMA OSÓRIO
Secretário Municipal da Criança
e do Adolescente (1993-1996)
Os Objetivos do Trabalho
Os adolescentes, objeto da pesquisa, são o futuro em perspectiva do nosso país. A intenção nesse segmento, paradoxalmente significa a resolução das causas dos problemas que experimentamos no futuro. Cabe, portanto, uma parcela de responsabilidade a todos que vivenciam os problemas, uma vez que, ao silenciarem diante dos números alarmantes que ameaçam nossa juventude tornam-se cúmplices de um futuro cronológico que nos leva em sentido contrário à família, à ordem e distancia os homens de Deus.
Não se trata apenas de uma avaliação numérica. O principal objetivo deste relatório comentado é promover o debate amplo dos temas apresentados, entre as instituições e a família, buscando a conscientização de que o problema existe e, principalmente, elevar as discussões para o campo das propostas.
VICTOR TRUJILLO
Diretor do IPESO
Metodologia
Para atingir os objetivos estipulados conjuntamente com a SEMEAR, o IPESO empregou uma pesquisa descritiva, valendo-se de uma abordagem quantitativa.
Método de coleta
Consequente às hipóteses para as quais se buscava soluções, foi adotado como método de coleta de dados o Inquérito Pessoal e como instrumento de documentação dos dados foi empregado o questionário, do tipo estruturado não disfarçado, impresso, contendo perguntas pré-formuladas.
Amostragem
O plano amostral da pesquisa considera como área geográfica toda a zona urbana de Sorocaba, de onde foram circundados 26 setores demográficos, segundo a homogeneidade socioeconômica. De cada setor foram sorteadas ruas e em cada rua foi adotado um pulo sistemático de 3 domicílios para cada domicílio visitado. A técnica amostral utilizada foi a probabilística-estatística, valendo-se de cotas para sexo e idade dos entrevistados.
Margem de erro
O intervalo de confiança adotado é de 96,5%. A margem de erro para os resultados é de até 5 pontos percentuais. O Universo adotado é composto de “todos os adolescentes com idades entre 13 anos completos e 17 anos e 10 meses, residentes em Sorocaba, de ambos os sexos, pertencentes à todas as classes sociais, credos ou raças”. Do Universo foram extraídos 526 casos, de todos os bairros da cidade. Os testes estatísticos realizados determinam que a amostra é representativa, dentro da margem de erro considerada.
O trabalho de campo
O trabalho de campo teve início na segunda quinzena de novembro de 1994, nesse intervalo foram visitados mais de 1.000 domicílios, em todos os dias da semana e todos os horários compreendidos entre 7 e 18 horas. Durante a realização do trabalho, foram checados, sistematicamente, cerca de 20% dos questionários e nenhum engano foi constatado.
Comentaristas da Pesquisa*
Aldo Vanucchi
Reitor da UNISO
Ana Laura Schliemann de Luca
Professora da Faculdade de Medicina de Sorocaba
Angela Martina Vieira
Presidente da Escola de Pais do Brasil – Seção Sorocaba
Antonio Carlos Bramante
Secretário Municipal da Educação e Cultura de Sorocaba
Antonio Carlos Pannunzio
Deputado Federal eleito
Antonio Salvador
Professor da Faculdade de Medicina de Sorocaba
Carlos Camargo Costa
Delegado da Cultura de Sorocaba
Dom José Lambert
Arcebispo Metropolitano de Sorocaba
Edward Maluf
Secretário Municipal da Saúde
Floripes Gomes Cardoso Curto
Presidente do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente de Sorocaba
Hamilton Pereira
Deputado Estadual eleito
Ivan Vieira de Camargo
Ten. Cel. Comandante do 7º BPM-I
João Xavier Pereira Neto
Secretário Geral da ACM-Sorocaba
José Antonio Caldini Crespo
Deputado Estadual eleito
José Ricardo Pio Martins
Coordenação da Comissão Municipal de Prevenção à AIDS
Mara Silvia Gazzi
Promotora de Justiça da Infância e da Juventude da Comarca de Sorocaba
Maria Helena Grohmann Rodrigues de Paula
Professora da UNISO
Maria Clara Schnaidman Suarez
Médica Psiquiatra
Maria Inês Mascarenhas
Presidente do Conselho Tutelar da Criança
Matheus Benevenuto Junior
Pastor da Igreja Presbiteriana de Sorocaba
Renato Amary
Deputado Estadual eleito
Rosana Maria Paiva dos Anjos
Diretora Técnica do Grupo de Vigilância Epidemiológica – ERSA 59
Sonia Chébel Mercado Sparti
Professora da PUC-SP e UNISO
Vania Regina Boschetti
Professora da UNISO
Virginia Elisabeth Ferrarese Pelizer Franco Pinto
Delegada da 1ª Delegacia de Ensino de Sorocaba
*Autoridades e cargos respectivos a dezembro de 1994, data dos depoimentos.





