Consumo Consciente: Resultados, conclusões e diretrizes

A pesquisa Consumo consciente de água tratada entre os sorocabanos teve como objetivos ir muito além da mera coleta e apresentação de números.

A descrição dos mais variados hábitos domésticos de consumo da população sorocabana e a proposição de perfis de consumidor de água tratada da cidade criaram uma sólida posição para a apresentação de resultados cheios de insights e conclusões que oferecem subsídios para orientar as políticas públicas em torno do tema.

Dentro do estudo, realizou-se a classificação dos domicílios sorocabanos em relação ao consumo de água tratada. Foram usados como referências os números da Organização das Nações Unidas como padrão internacional e o os números do Sistema Nacional de Informações Sobre o Saneamento como padrão nacional.

Classificação dos domicílios sorocabanos em relação ao consumo de água tratada

Consumo per capita domiciliar

Conclusões

Constatou-se uma pseudo conscientização da população, muito ligada ao politicamente correto e orientada à tarefa (banho demorado, lavar com mangueira, escovar os dentes com a torneira aberta etc.).

As pessoas sabem que não devem desperdiçar água. Porém o estereótipo do desperdício desvia o foco das pessoas do que realmente importa: o consumo relativo de água no domicílio.

Uma parcela bem grande dos sorocabanos nem sequer sabe qual é o consumo mensal em litros do seu domicílio.

Os moradores de domicílios com consumo per capita acima da média não percebem que estão consumindo mais água do que o razoável, resultado da soma de todas as tarefas do dia a dia que, inclusive, podem ser – isoladamente – econômicas.

Diretrizes

As políticas públicas devem focar:

I. Conscientização  da população sobre o consumo total per capita.
II. Orientação sobre as faixas de consumo per capita razoáveis.

As pessoas sabem como economizar, mas não sabem:

• o quanto consomem de água,
• o quanto seria razoável consumir
• e o quanto precisam economizar.

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